Um palhaço de novo como personagem de uma música minha (talvez fosse o mesmo! quem sabe?), isso foi inconsciente, as duas músicas, tanto o palhaço, como esta foram feitas em épocas bem distintas, esta é um samba e tem um arranjo de cordas bem interessante, enquanto aquela é dançante, tem guitarras e etc...
Gosto muito desta música. Ainda que ela seja muito, muito triste.
a letra:
a escola entrou na avenida
junto com a alegria mas a vida...
parece que, queria se despedir
Quando o carro alegórico entrou
o povo todo então parou
pra ver o palhaço que dançou
Seis metros de altura
um vôo do céu ao chão
o corpo ensanguentado
quase destrói a ilusão
e o povo todo triste
vendo a alegria à morte
o palhaço golpeado pela falta de sorte
pela falta de sorte...
a bateria atravessou
um ritmo sem beleza
o povo então chorou
dominado pela tristeza
o carnaval se acabou
pr'aquela multidão
e tantos palhaços ainda dançam
no meio do salão
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Cidades
Música do Manoel Cipriano e letra minha, essa música era do repertório do non sequittur, mas não tinha letra então...
Quando escreví a letra, estava ouvindo muito o primeiro disco solo do Paulo Miklos (Titãs), então resolvi responder à pergunta feita por ele.
a letra:
Por dentro dos edifícios
Catacumbas urbanas
Entre o trânsito engarrafado
Formigas humanas
Debaixo das marquises da cidade grande eu penso o quão pequeno sou
Sobre este chão de asfalto
Por que será que nas cidades
Todos andam apressado
Com seus afazeres
A fazê-los tristes e calados
Respondendo à Paulo Miklos: - a cidade é dos mendigos
É minha, é sua e suja
É dos pobres e podres com sangue de cachaça (gasolina d'alma)
Dessa cidade petrificada - Gasolina d'alma
Quando escreví a letra, estava ouvindo muito o primeiro disco solo do Paulo Miklos (Titãs), então resolvi responder à pergunta feita por ele.
a letra:
Por dentro dos edifícios
Catacumbas urbanas
Entre o trânsito engarrafado
Formigas humanas
Debaixo das marquises da cidade grande eu penso o quão pequeno sou
Sobre este chão de asfalto
Por que será que nas cidades
Todos andam apressado
Com seus afazeres
A fazê-los tristes e calados
Respondendo à Paulo Miklos: - a cidade é dos mendigos
É minha, é sua e suja
É dos pobres e podres com sangue de cachaça (gasolina d'alma)
Dessa cidade petrificada - Gasolina d'alma
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Pra mim você não morreu
Pequena valsa, composta para dois grandes amigos que se foram (Cláudia no dia do meu aniversário e Wagner na virada do ano novo). Optei por um arranjo só de voz, violão e baixo, pra ressaltar a letra que é o mais importante neste caso.
Vocês são inesquecíveis...
A Letra
Eu tenho um choro preso
uma lágrima que não deixo rolar
eu tenho os olhos tristes
mas ninguém vai me ver chorar
eu tenho uma dor no peito
uma dor que sempre me perseguirá
um mundo desabando
e uma esperança em não acreditar
pra mim você não morreu
ainda não consigo acreditar
você vai voltar à qualquer momento
cruzar minha porta e me abraçar...
Vocês são inesquecíveis...
A Letra
Eu tenho um choro preso
uma lágrima que não deixo rolar
eu tenho os olhos tristes
mas ninguém vai me ver chorar
eu tenho uma dor no peito
uma dor que sempre me perseguirá
um mundo desabando
e uma esperança em não acreditar
pra mim você não morreu
ainda não consigo acreditar
você vai voltar à qualquer momento
cruzar minha porta e me abraçar...
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Lembra do tempo em que ficávamos juntos
Tá bom, tá bom. Reconheço que minhas músicas não são muito fáceis, a grande maioria não tem refrão, não é radiofônica, e tudo mais... mas por esta tenho um carinho especial, fala de uma amizade infantil, e dos muitos rumos a que uma vida adulta nos leva, tenho saudade de alguns bons amigos de infância. acredito que muita gente já tenha passado por isto, então...
a letra
lembra do tempo em que ficávamos juntos, sonhando juntos
vivendo juntos, deitados na grama vendo a forma das nuvens
ignorando os problemas que a vida adulta ia nos causar
as responsabilidades, o stress e as contas pra pagar
lembra de como a gente era feliz em se imaginar
livres de tudo, de todos, do mundo, prontos pra se aventurar
nossos ideais revolucionariam o mundo
se não fossemos tão jovens, tão fracos e com medo de tudo
mas agora crescemos e alguma coisa mudou
tudo em que acreditávamos, esfriou
e o mundo mudou e a vida mudou nossas prioridades
e tudo que defendíamos por verdades
de repente, se modificou...
e hoje triste posso constatar
qua quase nada temos pra conversar
e que a amizade pura e infantil, sumiu...
lembra do tempo em que ficávamos juntos !
a letra
lembra do tempo em que ficávamos juntos, sonhando juntos
vivendo juntos, deitados na grama vendo a forma das nuvens
ignorando os problemas que a vida adulta ia nos causar
as responsabilidades, o stress e as contas pra pagar
lembra de como a gente era feliz em se imaginar
livres de tudo, de todos, do mundo, prontos pra se aventurar
nossos ideais revolucionariam o mundo
se não fossemos tão jovens, tão fracos e com medo de tudo
mas agora crescemos e alguma coisa mudou
tudo em que acreditávamos, esfriou
e o mundo mudou e a vida mudou nossas prioridades
e tudo que defendíamos por verdades
de repente, se modificou...
e hoje triste posso constatar
qua quase nada temos pra conversar
e que a amizade pura e infantil, sumiu...
lembra do tempo em que ficávamos juntos !
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Cacos
Meio Punk rock, meio hard-core, com uma letra esquisita (visual demais) , foi escrita há muito tempo mas só gravei há um mês atrás. Optei por um arranjo só de baixo, bateria e voz. Tem um pequeno atraso entre o baixo e a bateria na terceira parte que eu fiquei com preguiça de acertar. Ia colocar a guitarra mas achei o efeito melhor sem ela.
a letra:
quebrei o espelho, quebrei junto o azar
quebrei tá quebrado, não dá mais pra colar
não pude evitar, caiu da minha mão
o espelho e o azar caídos no chão
em vários pedaços eu vi o meu rosto
dividido em cacos, traços foscos
juntos o espelho e o meu azar
joguei os dois no lixo sem pensar
os cacos refletem a minha solidão
partida em cacos sem dó nem paixão
nada demais só cacos espalhados
caído no chão meu rosto em pedaços
figura disforme se forma na pá
de lixo que transborda de vidro e azar
mas ainda assim sem pestanejar
despejo no lixo o espelho e o azar
a letra:
quebrei o espelho, quebrei junto o azar
quebrei tá quebrado, não dá mais pra colar
não pude evitar, caiu da minha mão
o espelho e o azar caídos no chão
em vários pedaços eu vi o meu rosto
dividido em cacos, traços foscos
juntos o espelho e o meu azar
joguei os dois no lixo sem pensar
os cacos refletem a minha solidão
partida em cacos sem dó nem paixão
nada demais só cacos espalhados
caído no chão meu rosto em pedaços
figura disforme se forma na pá
de lixo que transborda de vidro e azar
mas ainda assim sem pestanejar
despejo no lixo o espelho e o azar
segunda-feira, 9 de julho de 2007
A bossa da internet grátis
uma bossanova meio felliniana, dois acordes, uma batidinha bem light e uma boa letra , foi feita na época do templo xv, quando eu estava me sentido meio poeta.
(bem que o ig podia me pagar os royalties né? - hahaha duvido)
letra
ao som do modem que não conecta a minha internet grátis
escrevo então mais um poema antes que acabe a ponta do lápis
e se ela quebrar ou se acabar, não tenho apontador pra apontar
eu vou tentar de novo me conectar, estou sozinho e quero falar
estou sozinho, não conheço meu vizinho mas falo com gente até do japão
detrás das teclas e do meu monitor me escondo sem precisar de proteção
só um anti-virus aqui ou um firewall ali, e tudo bem já tô bem protegido
num bate papo à mais que não tem nada de mais estou só procurando um motivo
pra esconder
a solidão
e procurar
alguma diversão
me esconder
em minha prisão
e viver
mais uma ilusão
estou tentando há horas, mas ora bolas, quando é que eu vou conseguir
hoje é domingo é mais barato mas que saco, pra eu entrar alguém tem que sair
e pro meu desespero, pra tirar meu sossego, e me tirar do mundo que eu faço parte
me vem a mesma mensagem na tela do micro "linha ocupada, tente mais tarde"
(bem que o ig podia me pagar os royalties né? - hahaha duvido)
letra
ao som do modem que não conecta a minha internet grátis
escrevo então mais um poema antes que acabe a ponta do lápis
e se ela quebrar ou se acabar, não tenho apontador pra apontar
eu vou tentar de novo me conectar, estou sozinho e quero falar
estou sozinho, não conheço meu vizinho mas falo com gente até do japão
detrás das teclas e do meu monitor me escondo sem precisar de proteção
só um anti-virus aqui ou um firewall ali, e tudo bem já tô bem protegido
num bate papo à mais que não tem nada de mais estou só procurando um motivo
pra esconder
a solidão
e procurar
alguma diversão
me esconder
em minha prisão
e viver
mais uma ilusão
estou tentando há horas, mas ora bolas, quando é que eu vou conseguir
hoje é domingo é mais barato mas que saco, pra eu entrar alguém tem que sair
e pro meu desespero, pra tirar meu sossego, e me tirar do mundo que eu faço parte
me vem a mesma mensagem na tela do micro "linha ocupada, tente mais tarde"
Um palhaço
Uma música de quando eu descobri como transformar meu velho violão num guitarrão irado, claro, contando com o auxilio luxuoso do cool edit. essa música é uma de minhas preferidas, tanto pela música em sí quanto pela forma como foi construída.
letra:
um palhaço sem alegria
dançando esquisito uma dança decadente
caindo suas plumas, caindo suas cores
caindo o palhaço, queda deprimente
um palhaço sem um sorriso
quieto num canto distante daqui
lembrando o passado, sonhando acordado
sem conseguir dormir, querendo sumir
um palhaço fugindo da vida
querendo esquecer, não quer mais sofrer
correndo por becos, sofrendo por meios
que só ele sabe, que só a ele cabe
letra:
um palhaço sem alegria
dançando esquisito uma dança decadente
caindo suas plumas, caindo suas cores
caindo o palhaço, queda deprimente
um palhaço sem um sorriso
quieto num canto distante daqui
lembrando o passado, sonhando acordado
sem conseguir dormir, querendo sumir
um palhaço fugindo da vida
querendo esquecer, não quer mais sofrer
correndo por becos, sofrendo por meios
que só ele sabe, que só a ele cabe
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